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Preview - Temporada regular 2016

  • Guilherme L. Nascimento
  • 7 de set. de 2016
  • 4 min de leitura

Com três vitórias de uma derrota na pré-temporada, cheios de desconfiança e com seu general manager em risco, os Falcons chegam a temporada regular da NFL em busca de reverter os resultados ruins dos últimos anos e voltar aos playoffs, algo que não acontece desde 2012.


Para um recorde diferente do que é esperado, Atlanta deve primeiro reparar os principais problemas do time, quais levaram a queda vertiginosa de rendimento na temporada passada. Caso a falta de consistência de Matt Ryan no sistema de Kyle Shanahan e de sacks/pressão no quarterback adversário persistam, é provável que a equipe termine pior do que em 2015, já que possui uma tabela extremamente difícil.

ATAQUE


Uma mistura emoções para a torcida, o ataque - que sempre foi o destaque da equipe nos últimos anos - no papel é sem duvidas um dos melhores da liga, mas ainda possui problemas que podem prejudicar muito seu desempenho.


Com um combo do pro bowler Devonta Freeman, Tevin Coleman e Terron Ward, o jogo corrido dos Falcons tornou-se tão perigoso quando o aéreo com Julio Jones. Junto da qualidade dos nomes citados, a mudança para o zone blocking foi uma das principais razões para isto, e continuará sendo nesta temporada.


Por parte da proteção, a contratação do veterano Alex Mack deve melhorar exponencialmente a atuação da linha ofensiva. Além dos ótimos bloqueios para o jogo corrido, Ryan deverá ter mais tempo no pocket e sofrer menos sacks neste ano. Ter reservas como Schweitzer, Compton, Person e Garland também encorpam o grupo.


Se os dois pontos que sempre foram deficiências do time hoje são destaques, o que preocupa é o jogo aéreo. Matt Ryan, que sofreu para ajustar-se no esquema de Kyle Shanahan, precisa mostrar mais consistência e sincronia com seus recebedores. Independentemente se ele terá ou não sucesso com isso, é certo que veremos Sanu ser bastante acionado - tirando um pouco do peso de Jones - e mais passes profundos, pois ausência deles foi um dos tópicos mais criticados do coordenador ofensivo dos Falcons. Justin Hardy e Jacob Tamme também devem ser alvos sólidos, enquanto o calouro Austin Hooper pode contrariar sua pré-temporada abaixo do esperado e tornar-se uma surpresa agradável.


DEFESA


Alvo de reforços no draft, a defesa ganhou novos nomes, mas não é prevista para apresentar uma melhora espantosa. Ainda assim, é esperado ao menos mais intensidade no pass rush e da secundária.


A linha defensiva ganhou os reforços de Dwight Freeney, Derrick Shelby e Courtney Upshaw, além de contar com um Vic Beasley saudável e com mais conhecimento do esquema de Dan Quinn. Em adição, a maior participação de Reed (que a será o LEO titular na semana 1), Hageman e Jarrett devem colaborar para uma pressão ao quarterback mais efetiva e manter a boa atuação contra o jogo terrestre do ano passado.


Um dos piores setores do time, o corpo de linebackers sofreu um upgrade com os rookies Deion Jones e De'Vondre Campbell e o retorno do veterano Sean Weatherspoon; Beasley será o SAM titular e Worrilow terá sua participação reduzida, focada principalmente no jogo terrestre. No geral, é esperado que a performance do grupo melhore, especialmente na cobertura aos tight ends e até no pass rush, mas ele continuará a ser um dos pontos fracos do elenco.


Na secundária, Keanu Neal chega para dar mais segurança e energia, mas sua ausência nas primeiras rodadas devido a lesão será muito sentida. Trufant é esperado que mantenha o nível que o levou ao Pro Bowl e a ser considerado um dos melhores cornerbacks da liga, Alford atuará tanto como outside quanto no nickel package e Collins - que está suspenso e retorna na quinta semana - irá jogar por muito mais tempo, podendo assumir a titularidade ao lado do camisa 21 se corresponder à altura, deixando Alford apenas como nickelback.


TIMES ESPECIAIS


O veterano Matt Bryant está de volta e aparentemente saudável, portanto deve retornar a ser um dos kickers mais confiáveis da liga. Enquanto isso, Matt Bosher e Josh Harris manterão o altíssimo desempenho de costume.


Nos times de retorno, Eric Weems ainda deve comandar a maioria das chances, mas Tevin Coleman deverá ganhar oportunidades no kickoff e pode até conquistar a posição de titular.


PALPITES


Prever o recorde final de uma equipe é algo profundamente difícil e provavelmente iremos errar a nossa. Mesmo assim, levando em conta o pouco que vimos na preseason e nos relatórios do training camp, tentaremos prever - sem o famoso "clubismo", claro - com quantas vitórias e derrotas os Falcons terminarão esta temporada.


  • Semana 1 - Tampa Bay Bucaneers - Casa: vitória, 1-0;

  • Semana 2 - Oakland Raiders - Fora: derrota, 1-1;

  • Semana 3 - New Orleans Saints - Fora: vitória, 2-1;

  • Semana 4 - Carolina Panthers - Casa: vitória, 3-1;

  • Semana 5 - Denver Broncos - Fora: vitória, 4-1;

  • Semana 6 - Seattle Seahawks - Fora: derrota, 4-2;

  • Semana 7 - San Diego Chargers - Casa: vitória, 5-2;

  • Semana 8 - Green Bay Packers - Casa: vitória, 6-2;

  • Semana 9 - Tampa Bay Buccaneers - Fora: derrota, 6-3;

  • Semana 10 - Philadelphia Eagles - Fora: vitória, 7-3;

  • Semana 12 - Arizona Cardinals - Casa: derrota, 7-4;

  • Semana 13 - Kansas City Chiefs - Casa: derrota, 7-5;

  • Semana 14 - Los Angeles Rams - Fora: derrota, 7-6;

  • Semana 15 - San Francisco 49ers - Casa: vitória, 8-6;

  • Semana 16 - Carolina Panthers - Fora: derrota, 8-7;

  • Semana 17 - New Orleans Saints - Casa: vitória, 9-7.


CONCLUSÃO


Apesar do compreensível ceticismo e da quantidade de especialistas dizendo que os Falcons não terão uma boa temporada, a verdade é que ninguém sabe o que esperar desta equipe. Dan Quinn possui um grupo de jogadores muito promissores, quais poderão mudar drasticamente o ano da franquia caso se desenvolvam rapidamente, mas a falta de grandes nomes na defesa e a permanência de Kyle Shanahan, por exemplo, fazem com que muitos duvidem da capacidade deste time.


Apesar de 9-7 não ser um número ruim e talvez elegível aos playoffs, Atlanta tem o potencial para surpreender e terminar com algo entre 10-6 a até incríveis 12-4. Para isso, tudo depende uma equipe consistente e oposta a de 2015, com um ataque aéreo e um pass rush mais presente. No entanto, se repetirmos os mesmos erros, o futuro reserva várias demissões na comissão técnica e diretoria, começando pelo general manager Thomas Dimitroff.


Foto: Keith Allison - Flickr (http://migre.me/uVo4i)



 
 
 
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